As diferentes fontes de energia elétrica no Brasil

O Brasil destaca-se mundialmente por possuir uma das matrizes energéticas mais limpas, com aproximadamente 85% de sua energia elétrica proveniente de fontes renováveis. Esta composição diversificada e predominantemente sustentável coloca o país em uma posição de vanguarda na produção de energia limpa, em contraste com a média global de apenas 28%. Este artigo analisa as diferentes fontes de energia elétrica no Brasil, suas participações na matriz energética e as principais usinas e parques de cada categoria.

Energia Hidrelétrica

A principal fonte de energia elétrica no Brasil é a hídrica, responsável por 51,3% da produção total, o que equivale a cerca de 109.400 MW. As usinas hidrelétricas desempenham um papel crucial na geração de energia, com as maiores sendo a Itaipu Binacional, com uma capacidade de 14.000 MW, e a usina de Belo Monte, com 11.200 MW. Doze estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal e São Paulo, têm a energia hidráulica como sua principal fonte de eletricidade, destacando a importância desta modalidade para o país.

Energia Eólica

A energia eólica é a segunda maior fonte de energia no Brasil, representando cerca de 12% da matriz elétrica nacional, com uma capacidade instalada de 23.700 MW. Esta fonte de energia, produzida pela força dos ventos, tem apresentado um crescimento anual significativo de 12,6%. Os principais parques eólicos estão concentrados na região Nordeste, com destaque para os estados do Rio Grande do Norte (6.700 MW), Bahia (6.000 MW), Ceará (2.500 MW) e Piauí (2.400 MW). Juntos, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará possuem uma capacidade instalada de 15.500 MW, superando a usina hidrelétrica de Itaipu.

Energia Solar Fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica é a terceira maior fonte de energia elétrica no Brasil, correspondendo a 11,5% da matriz, com uma capacidade de 22.000 MW. Esta fonte de energia tem demonstrado o maior crescimento anual, com um aumento de 64,3% em comparação ao ano anterior. Os parques solares de grande porte estão principalmente na região Nordeste, com destaque para a Bahia (1.354 MW e 44 parques), Piauí (1.205 MW e 33 parques) e Minas Gerais (730 MW e 37 parques).

Gás Natural e Biomassa

A quarta maior fonte de energia elétrica no Brasil é o gás natural, responsável por cerca de 8% da matriz, com uma capacidade de 17.000 MW. A biomassa também representa uma parcela significativa, com aproximadamente 7% da produção total, equivalente a 17.000 MW. Ambas as fontes são importantes complementos às renováveis, oferecendo flexibilidade e segurança ao sistema elétrico nacional.

Fontes Não Renováveis

Entre as fontes não renováveis, destacam-se o óleo diesel (7%), o carvão mineral (1,7%) e a energia nuclear (0,9%). Apesar de suas menores participações, estas fontes são essenciais para garantir a estabilidade e a continuidade do fornecimento de energia em momentos de alta demanda ou baixa disponibilidade das fontes renováveis.

O Brasil possui uma matriz energética diversa e majoritariamente limpa, com um forte predomínio de fontes renováveis. Este perfil não só contribui para a sustentabilidade ambiental, mas também fortalece a segurança energética do país. A contínua expansão das fontes eólica e solar, juntamente com a robustez da energia hidrelétrica, posiciona o Brasil como um líder global em energia limpa.

Referências

EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2021. Disponível em: https://www.epe.gov.br. Acesso em: 05 jul. 2024.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA SOLAR (ABSOLAR). Disponível em: https://www.absolar.org.br. Acesso em: 05 jul. 2024.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA EÓLICA (ABEEÓLICA). Disponível em: https://www.abeeolica.org.br. Acesso em: 05 jul. 2024.

AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Disponível em: https://www.aneel.gov.br. Acesso em: 05 jul. 2024.

Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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