Foto: ONU News

RENOVAÇÃO NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU: NOVOS MEMBROS NÃO PERMANENTES

Em 6 de junho de 2024, a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) realizou uma votação secreta para eleger novos membros não permanentes do Conselho de Segurança. Os países eleitos para o biênio 2025/2026 foram Dinamarca, Grécia, Paquistão, Panamá e Somália. Este artigo analisará as implicações desta renovação para a política internacional, o histórico dos novos membros no Conselho e o impacto potencial em temas cruciais como as sanções à Síria.

Contexto e Importância do Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da ONU é um dos órgãos mais importantes da organização, responsável por manter a paz e a segurança internacionais. Composto por 15 membros, dos quais cinco são permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e dez são eleitos pela Assembleia-Geral para mandatos de dois anos, o Conselho tem a capacidade de tomar decisões vinculativas que todos os Estados membros devem cumprir.

O Processo de Eleição

A eleição dos membros não permanentes é realizada anualmente, com cinco novos membros sendo eleitos a cada ano. Para serem eleitos, os candidatos precisam de uma maioria de dois terços dos votos dos Estados membros presentes e votantes. No caso da eleição de 2024, os resultados foram os seguintes:

  • Dinamarca: 184 votos
  • Grécia: 182 votos
  • Paquistão: 182 votos
  • Panamá: 183 votos
  • Somália: 179 votos

Perfil dos Novos Membros

Dinamarca

A Dinamarca, que recebeu 184 votos, já serviu quatro vezes no Conselho de Segurança. O país é conhecido por sua diplomacia ativa em questões de direitos humanos e mudanças climáticas. A Dinamarca deve trazer uma abordagem progressista e focada na cooperação internacional.

Grécia

A Grécia, com 182 votos, retorna ao Conselho pela terceira vez. A nação mediterrânea tem um histórico de participação em missões de paz da ONU e deve promover o diálogo em questões de segurança regional e marítima.

Paquistão

O Paquistão, também com 182 votos, servirá pela oitava vez no Conselho. O país tem uma postura forte em temas relacionados à segurança regional na Ásia do Sul e questões de desarmamento nuclear, sendo um ator-chave nas discussões sobre terrorismo.

Panamá

O Panamá, eleito com 183 votos, está no Conselho pela quinta vez. A nação centro-americana tem uma posição estratégica em questões de comércio internacional e segurança marítima, dadas suas responsabilidades pelo Canal do Panamá.

Somália

A Somália, com 179 votos, entra no Conselho pela segunda vez. Este país do Chifre da África traz uma perspectiva única de um estado em recuperação de conflitos internos, com ênfase em reconstrução e combate ao extremismo.

Implicações para a Política Internacional

Sanções à Síria

Um dos temas quentes no Conselho de Segurança tem sido as sanções à Síria, impostas em resposta ao conflito civil e às violações de direitos humanos. A posição dos novos membros pode influenciar significativamente a continuidade e o rigor dessas sanções. Dinamarca e Grécia, com suas tradições de defesa dos direitos humanos, podem favorecer a manutenção ou até o endurecimento das sanções. Paquistão e Somália, por outro lado, podem advogar por uma revisão das sanções, focando em abordagens de mediação e apoio humanitário.

Desafios Globais e Cooperação Multilateral

Os novos membros terão que enfrentar desafios globais como a mudança climática, a proliferação de armas nucleares e a segurança cibernética. A composição diversa do novo grupo sugere uma potencial sinergia entre enfoques progressistas e pragmáticos, combinando a expertise da Dinamarca em questões ambientais com a experiência do Paquistão em segurança regional.

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Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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