O impacto do desastre foi muito grande, diz paranaense que ajudou na operação de apoio a Petrópolis Foto: Defesa Civil PR

NOVE CIDADES DO RJ CRIARÃO PLANOS DE PREVENÇÃO PARA MUDANÇA CLIMÁTICA

A crescente preocupação com os efeitos das mudanças climáticas tem mobilizado governos e organizações internacionais em busca de soluções sustentáveis. No estado do Rio de Janeiro, uma nova iniciativa intitulada Rio Inclusivo e Sustentável foi lançada, envolvendo uma parceria entre o governo estadual e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). Este projeto visa a elaboração de planos de prevenção específicos para nove municípios considerados mais vulneráveis, focando na preparação para extremos climáticos e na capacitação de gestores públicos.

Contexto e Objetivos do Projeto

O projeto Rio Inclusivo e Sustentável surge com o propósito de engajar municípios fluminenses em ações de prevenção e adaptação às mudanças climáticas. De acordo com a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, os objetivos centrais incluem:

  1. Produção de Dados Ambientais e Urbanos: Coleta e análise de dados detalhados sobre a situação ambiental e urbana nos municípios participantes.
  2. Capacitação de Gestores Públicos: Treinamento de gestores locais para desenvolver e implementar políticas eficazes de enfrentamento às mudanças climáticas.
  3. Engajamento da População: Inclusão da comunidade na criação de soluções sustentáveis, promovendo um desenvolvimento inclusivo e resiliente.

As cidades inicialmente selecionadas para este projeto são Petrópolis, Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Friburgo e Teresópolis. Essas localidades foram escolhidas devido à sua maior vulnerabilidade aos impactos climáticos, como enchentes, deslizamentos e tempestades intensas.

Estrutura e Fases do Projeto

O projeto é estruturado em três fases principais, cada uma com objetivos específicos e metas claras:

Fase 1: Produção de Informações e Dados

Nesta fase, serão coletados e analisados dados relevantes que apoiarão a tomada de decisões por parte do governo estadual e dos municípios. A produção de informações detalhadas é crucial para o mapeamento dos principais problemas ambientais e urbanos, permitindo uma abordagem baseada em evidências para a elaboração dos planos de prevenção.

Fase 2: Capacitação de Gestores Públicos

A capacitação dos gestores públicos é um componente essencial para o sucesso do projeto. Serão oferecidos treinamentos e workshops focados nas metas da Agenda 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Este processo visa fortalecer a capacidade dos gestores em desenvolver e implementar políticas eficazes de mitigação e adaptação climática.

Fase 3: Inclusão da População

A participação ativa da população é vital para a criação de soluções duradouras. Esta fase envolve a mobilização das comunidades locais para contribuir na elaboração e implementação das estratégias de prevenção. O engajamento comunitário não apenas aumenta a eficácia das políticas adotadas, mas também promove um senso de responsabilidade coletiva e resiliência.

Importância da Parceria com a ONU-Habitat

A colaboração com a ONU-Habitat agrega valor significativo ao projeto, trazendo expertise internacional e metodologias comprovadas. O governador Cláudio Castro destacou a importância desta parceria, ressaltando que a experiência da ONU-Habitat será fundamental para a mensuração dos resultados e a efetividade das ações implementadas.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Nove cidades do RJ criarão planos de prevenção para mudança climática. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 06 jun. 2024.

IMPLEMENTAÇÃO DE ESCOLAS CÍVICO-MILITARES EM SÃO PAULO: ANÁLISE E PERSPECTIVAS

Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

Check Also

A vergonha da inércia e da ignorância na aplicação das leis no Brasil

Por Rodolfo Queiroz Laterza* Ser operador do sistema normativo no Brasil é mais que um …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *