Foto: CNSA

MISSÃO CHANG’E-6: COLETA DE AMOSTRAS DA FACE OCULTA DA LUA MARCA UM NOVO MARCO NA EXPLORAÇÃO ESPACIAL CHINESA

Na manhã de 4 de junho de 2024, o ascensor da sonda Chang’e-6 decolou da superfície lunar carregando amostras da face oculta da Lua, um feito inédito na história da exploração espacial. A missão, organizada pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), representa um marco importante para a ciência lunar e a tecnologia espacial.

Coleta de Amostras e Decolagem

A Chang’e-6, composta por um orbitador, um módulo de aterrissagem, um ascensor e um módulo de retorno, foi lançada em 3 de maio de 2024. Após pousar na Bacia do Polo Sul-Aitken (SPA) em 2 de junho, a sonda iniciou a coleta de amostras. Utilizando uma broca para amostras subsuperficiais e um braço robótico para capturar amostras na superfície, a sonda reuniu materiais diversos em diferentes locais.

A decolagem ocorreu às 7h38 (20h38 do dia anterior, no horário de Brasília) com o motor de 3 mil newtons impulsionando o ascensor para a órbita lunar predefinida após cerca de seis minutos de operação. A missão resistiu a temperaturas extremas, com a bandeira nacional chinesa sendo desenrolada pela primeira vez na face oculta da Lua.

Inovações Tecnológicas

A Chang’e-6 introduziu melhorias significativas em termos de autonomia e confiabilidade do sistema de navegação, orientação e controle. Em comparação com a Chang’e-5, a missão atual enfrentou desafios adicionais devido às incertezas da face oculta da Lua, necessitando de sistemas de controle mais autônomos e menos dependentes do satélite de retransmissão Queqiao-2 e do suporte terrestre.

O sistema de exibição da bandeira nacional também foi aprimorado, garantindo um sucesso visual e simbólico da missão. Além disso, a sonda utilizou sensores especiais para realizar posicionamento e orientação autônomos, um avanço crucial para operações em regiões não visíveis da Terra.

Importância Científica

A missão Chang’e-6 não só representa um marco tecnológico, mas também oferece uma oportunidade única para a pesquisa científica. Ge Ping, porta-voz da missão, destacou que as análises das amostras coletadas permitirão um aprofundamento no estudo da formação e evolução da Lua, bem como na origem do sistema solar. Equipamentos como a câmera de pouso, câmera panorâmica, detector de estrutura do solo lunar e analisador do espectro mineral lunar funcionaram conforme planejado, coletando dados valiosos para futuras missões.

Próximos Passos

O ascensor da Chang’e-6 deve realizar encontros e acoplamentos não tripulados com a combinação de orbitador e módulo de retorno na órbita lunar. Após a transferência das amostras para o módulo de retorno, este aguardará o momento ideal para reentrar na atmosfera terrestre, visando um pouso seguro na bandeira de Siziwang, na Região Autônoma da Mongólia Interior, no Norte da China.

Referências:

  • Xinhua, Agência. “Sonda chinesa se desprende da Lua com amostras da face oculta.” Publicado em 04/06/2024.
  • Administração Espacial Nacional da China (CNSA). “Relatório da missão Chang’e-6.” Publicado em 03/06/2024.

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Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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