MARINHA DO BRASIL NO EXERCÍCIO MULTINACIONAL “PANAMAX/2024”: PREPARAÇÃO ESTRATÉGICA E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Entre os dias 13 e 23 de maio, a Marinha do Brasil (MB) participou do “Component Planning in Crisis (COMP-PIC) do Exercício Multinacional PANAMAX/2024”, realizado em Miami, Flórida. Este exercício, iniciado em 2003 por Chile, Estados Unidos da América (EUA) e Panamá, simula um cenário de crise nas proximidades do Canal do Panamá, um ponto estratégico no continente americano. A operação tem como objetivo principal a criação de uma Força Multinacional para restabelecer a segurança na navegação e no comércio na região, sob a ameaça de ataques de uma organização extremista violenta.

Histórico e Contexto do PANAMAX

A Operação PANAMAX surgiu como uma resposta à crescente preocupação com a segurança do Canal do Panamá, uma rota essencial para o comércio global. Em um cenário fictício, uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) demanda a formação de uma coalizão multinacional para proteger o canal de ameaças extremistas. Desde sua criação, o exercício tem evoluído para incluir uma maior participação internacional, refletindo a necessidade de cooperação global em questões de segurança marítima.

Participação Brasileira e o Comando do CFMCC

Este ano, a operação contou com a participação de 19 países, destacando-se o papel do Brasil, que assumiu o comando da Força Marítima Componente Combinada (CFMCC). Esta responsabilidade foi delegada ao Comandante da 2ª Divisão da Esquadra, evidenciando a confiança internacional na capacidade estratégica e operacional da Marinha do Brasil. O CFMCC é encarregado não apenas do planejamento e execução das operações de Guerra Naval, mas também da condução de um Estado-Maior Multinacional, composto por mais de 300 militares de diversas nações.

Preparação e Capacitação dos Militares Brasileiros

A Escola de Guerra Naval (EGN) desempenha um papel crucial na preparação do Estado-Maior brasileiro, especialmente no que diz respeito à qualificação para o planejamento de operações multinacionais. Utilizando a metodologia estadunidense Navy Planning Process (NPP), a EGN garante que os militares estejam bem preparados para suas funções durante a fase de execução do exercício. Além disso, o plano de estudos desenvolvido serve como uma base valiosa para futuros planejamentos multinacionais, reforçando a capacidade estratégica do Brasil em operações conjuntas.

Próximas Etapas e Importância Estratégica

A próxima fase do PANAMAX, denominada “Execution Phase”, ocorrerá de 5 a 16 de agosto em Jacksonville, San Antonio e Suffolk, EUA. Esta fase será crucial para testar as habilidades adquiridas durante o planejamento e para fortalecer a interoperabilidade entre as forças participantes. A participação contínua do Brasil no PANAMAX reflete não apenas o compromisso com a segurança regional, mas também a capacidade de liderança em operações multinacionais complexas.

Referências

  • Organização das Nações Unidas (ONU). Resoluções do Conselho de Segurança sobre segurança marítima.
  • Marinha do Brasil. Participação em Exercícios Multinacionais. Disponível em: www.marinha.mil.br.

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Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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