Lauro Alves / SECOM

ADEQUAÇÃO DE RODOVIAS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS CUSTARÁ R$ 10 BI NO RS

O governo do Rio Grande do Sul enfrenta o desafio de adaptar sua infraestrutura rodoviária às mudanças climáticas, com um custo estimado em até R$ 10 bilhões. Este investimento visa não apenas reparar os danos causados pelos recentes temporais, mas também tornar as estradas e pontes mais resilientes a eventos climáticos futuros. Este artigo explora os detalhes desse plano, incluindo as medidas de requalificação e a importância de estudos climáticos na formulação dessas estratégias.

Impacto dos Eventos Climáticos Recentes

Os temporais do último mês causaram danos significativos às rodovias e pontes do estado. O governador Eduardo Leite destacou a necessidade de um investimento imediato de R$ 3 bilhões para consertar os estragos e liberar os trechos afetados. Entretanto, para uma reconstrução resiliente, capaz de prevenir novos danos, o custo pode chegar a R$ 10 bilhões. Esta abordagem preventiva busca evitar que as infraestruturas sejam novamente destruídas por chuvas intensas e deslizamentos de terra.

Plano Estadual de Reconstrução de Rodovias

O plano de reconstrução detalhado pelo governador Leite e pelo secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, inclui a reabertura de 95 pontos atualmente bloqueados ao tráfego, dos quais 65 são de responsabilidade estadual. Destes, 40 pontos sofreram grandes impactos, com 30 sendo considerados prioritários para reparação. Para resolver esses problemas, foram publicados editais para reparos em diversas pontes e rodovias estaduais, com contratos específicos já assinados para algumas obras, como a nova ponte sobre o Rio Forqueta.

Integração de Estudos Climáticos

Uma característica fundamental do plano de reconstrução é a integração de estudos climáticos realizados pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS). Esses estudos fornecem projeções sobre o comportamento climático, permitindo que as obras de infraestrutura contemplem as futuras mudanças climáticas. As empresas contratadas serão obrigadas a incorporar essas considerações em seus projetos, garantindo que as novas estruturas sejam mais resistentes a eventos climáticos extremos.

Desafios e Expectativas

Embora o estado do Rio Grande do Sul esteja comprometido em destinar ao menos R$ 3 bilhões para a reparação imediata das infraestruturas danificadas, a busca por viabilizar o investimento total de R$ 10 bilhões para adaptações climáticas representa um desafio considerável. A garantia de recursos para a continuidade das obras, bem como a execução eficiente dos projetos, serão cruciais para a efetividade do plano.

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Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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