SAMBA E COMBATE! O ESPÍRITO DOS PRACINHAS DA FEB NA CAMPANHA DA ITÁLIA

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) desempenhou um papel crucial na campanha aliada na Itália. Entre os aspectos mais notáveis dessa participação, destaca-se a habilidade dos pracinhas brasileiros de manter o moral elevado, mesmo em meio às adversidades do combate. Uma fotografia emblemática, retratando soldados brasileiros em um momento de descontração e samba durante a campanha, ilustra perfeitamente as características marcantes do povo brasileiro: carisma e hilaridade. Este artigo explora como esses traços culturais contribuíram para o sucesso da FEB na Segunda Guerra Mundial e a importância de líderes militares e civis reconhecerem e valorizarem esses aspectos na condução de suas missões.

O CONTEXTO HISTÓRICO DA FEB NA ITÁLIA

A FEB foi criada em 1943, como resultado da decisão do Brasil de apoiar os Aliados na luta contra o Eixo. Composta por cerca de 25 mil soldados, a FEB enfrentou uma série de desafios logísticos e de treinamento antes de ser enviada para o front italiano. Os pracinhas, como eram carinhosamente chamados, lutaram em diversas batalhas importantes, incluindo a tomada de Monte Castelo, que se tornou um símbolo de sua bravura e resiliência.

Segundo o “Caderno de Liderança Militar” (2022), a presença da FEB na Itália não só fortaleceu os laços diplomáticos do Brasil com os países aliados, mas também demonstrou a capacidade do exército brasileiro de operar em teatros de guerra internacionais. O sucesso da FEB foi, em grande parte, atribuído ao espírito de camaradagem e à habilidade de seus soldados em manter o moral elevado, mesmo nas condições mais adversas.

O PAPEL DO CARISMA E DA HILARIDADE NO COMBATE

A fotografia dos pracinhas sambando no front é mais do que uma simples imagem; é uma representação vívida de como o carisma e a hilaridade dos soldados brasileiros funcionaram como ferramentas poderosas para superar o estresse e a exaustão do combate. O carisma, definido como a capacidade de inspirar e atrair pessoas, foi uma característica intrínseca dos pracinhas, ajudando a fomentar a coesão e a moral da tropa.

O humor e a descontração desempenharam um papel essencial na manutenção do espírito de luta. Momentos de lazer, como tocar samba e dançar, permitiam que os soldados desanuviassem a mente e se reconectassem com sua cultura e identidade, proporcionando um alívio psicológico necessário em tempos de guerra. De acordo com estudos de psicologia militar, atividades recreativas são vitais para o bem-estar emocional dos soldados, ajudando a reduzir a ansiedade e o estresse associados ao combate (Fonte: “Caderno de Liderança Militar”, 2022).

LIDERANÇA E VALORIZAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS CULTURAIS

Para comandantes, chefes e líderes, tanto militares quanto civis, reconhecer e valorizar as características culturais de suas equipes pode ser um diferencial significativo na condução de missões e na obtenção de resultados positivos.

É essencial que os líderes compreendam que o desempenho de suas equipes está intimamente ligado ao bem-estar emocional e psicológico de seus membros. A criação de um ambiente que permita a expressão cultural e o lazer pode ser fundamental para a coesão e a eficácia operacionais. No contexto contemporâneo, essa lição pode ser aplicada em diversas áreas, desde missões militares até ambientes corporativos.

Referência:

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DO EXÉRCITO. Caderno de Liderança Militar, vol. 2, 2022.

GUERRA DA LAGOSTA: UMA ANÁLISE DETALHADA DO CONFLITO BRASIL-FRANÇA (1961-1963)

Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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