HISTÓRICO CLIMATOLÓGICO DE CANOAS: SEGURANÇA E OPERAÇÕES AÉREAS NA BASE AÉREA DE CANOAS (BACO)

A Base Aérea de Canoas (BACO) alcançou um marco significativo em 27 de maio de 2024, ao receber o primeiro voo comercial de sua história. Este evento destaca a relevância das projeções meteorológicas para garantir a segurança e a eficiência das operações aéreas na BACO, localizada na região metropolitana de Porto Alegre. O Centro Integrado de Meteorologia Aeronáutica (CIMAER), subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), desempenha um papel crucial ao disponibilizar um histórico de dados climatológicos de Canoas, abrangendo o período de 2005 a 2024, à Diretoria de Infraestrutura da Aeronáutica (DIRINFRA). Este artigo examina a importância desses dados e suas aplicações nas operações aéreas da BACO.

Importância dos Dados Climatológicos

A análise de dados climatológicos é essencial para assegurar a segurança das operações de pouso e decolagem. A BACO, agora compartilhada entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Fraport durante o fechamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, depende dessas informações para manter suas operações. Os dados fornecidos pelo CIMAER ajudam a monitorar a quantidade de precipitação, crucial para avaliar o nível das bacias hidrográficas e prevenir alagamentos que possam comprometer a pista de pouso.

O histórico climatológico de quase 20 anos, de 2005 a 2024, permite uma análise detalhada das condições meteorológicas na região de Canoas. Este período fornece uma base robusta para identificar padrões e tendências climáticas, auxiliando na previsão de eventos extremos e na tomada de decisões estratégicas para garantir a continuidade das operações aéreas.

Ações Conjuntas e Manutenção da Infraestrutura

A DIRINFRA, em colaboração com o setor de Serviços Regionais de Infraestrutura da Aeronáutica (SERINFRA), realiza ações contínuas para a manutenção das operações aéreas na BACO. Essas ações incluem a conservação da pista de pouso, taxiways e pátio de aeronaves. O monitoramento constante das condições meteorológicas é fundamental para essas atividades, permitindo ajustes e manutenções preventivas baseadas em previsões precisas.

Simulação de Alagamento e Tomada de Decisão

No início de maio, o Rio Guaíba atingiu sua cota máxima de 536 cm no Cais Mauá, sem impactar a pista de pouso da BACO. O Laboratório de Geoprocessamento do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA) realizou uma simulação de alagamento para cotas superiores a 550 cm. Os resultados dessa simulação foram satisfatórios e forneceram dados valiosos para a DIRINFRA na tomada de decisão sobre a manutenção das operações aéreas na BACO.

Conforme explica o Coronel Roberto Gonçalves de Carvalho, Assessor de Patrimônio da DIRINFRA, esses estudos são fundamentais para garantir que a infraestrutura da BACO permaneça operacional mesmo em situações de alagamento, assegurando a continuidade das operações de pouso e decolagem sem interrupções.

Suporte Operacional e Previsão Meteorológica

O CIMAER disponibiliza previsores meteorológicos dedicados 24 horas por dia no Salão Operacional da unidade para fornecer informações cruciais às tripulações envolvidas na operação Taquari II. Diariamente, são atendidos inúmeros pedidos de briefings meteorológicos e enviados boletins ao Centro Meteorológico Militar (CMM) de Canoas. Este suporte contínuo é vital para a segurança das operações, permitindo que as tripulações estejam sempre informadas sobre as condições meteorológicas atuais e futuras.

Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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