Imagem: Divulgação/ACNUR

ABRIGOS MODULARES DA ONU ABRIGAM FAMÍLIAS NO RS: INOVAÇÃO EM RESPOSTA A DESASTRES

As enchentes que assolam o estado do Rio Grande do Sul deixaram milhares de famílias desabrigadas e desalojadas, demandando soluções rápidas e eficazes para abrigar essas populações vulneráveis. Em resposta a essa emergência humanitária, a ONU, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a Better Shelter e a IKEA Foundation, implementou um projeto inovador de casas modulares. Estas unidades habitacionais de emergência, também conhecidas como RHUs (Refugee Housing Units), são uma resposta adaptável e sustentável, proporcionando abrigo temporário digno e seguro para as vítimas das enchentes.

As Casas Modulares: Estrutura e Funcionalidade

Imagem: Divulgação/ACNUR

Desenvolvidas com a finalidade de oferecer um abrigo imediato em situações de crise, as casas modulares têm características específicas que as tornam ideais para esse tipo de situação. Cada unidade possui as seguintes especificações:

  • Capacidade: Cada unidade habitacional comporta até cinco pessoas.
  • Peso e Dimensões: Pesando apenas 140 kg, cada casa mede 2,83 metros de altura, 5,68 metros de comprimento e 3,32 metros de largura, totalizando 17,5 metros quadrados.
  • Materiais: A estrutura é composta por paredes de plástico reciclável e tubos metálicos, conferindo leveza e resistência.
  • Resistência: Projetadas para suportar ventanias de até 101 km/h.
  • Instalações: Incluem telhado, paredes com divisórias, porta com fechadura, quatro janelas pequenas, saídas de ar para ventilação e piso. A energia solar e iluminação de LED são integradas, garantindo autonomia energética.
  • Durabilidade e Custo: Estimadas para durar até cinco anos, cada unidade é produzida sem fins lucrativos, custando aproximadamente R$ 8,3 mil.

Montagem e Flexibilidade

A facilidade de montagem é um dos maiores benefícios dessas unidades. Em até seis horas, uma casa modular pode ser erguida, permitindo que famílias desabrigadas sejam relocadas rapidamente. A modularidade das estruturas permite a união de duas ou mais unidades, criando espaços maiores para famílias com mais membros. Este aspecto é fundamental para garantir privacidade e conforto, mesmo em situações de emergência.

Aplicações e Primeiras Implementações

Embora as casas modulares estejam sendo introduzidas no Rio Grande do Sul devido às enchentes, sua utilização na América Latina não é inédita. Anteriormente, estas unidades foram usadas em Boa Vista, Roraima, para abrigar refugiados venezuelanos, demonstrando sua eficácia e versatilidade. Além de abrigos temporários, essas estruturas podem ser adaptadas para outros fins, como unidades de saúde e escolas, ampliando seu impacto positivo em comunidades afetadas por crises.

Referências

  • ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS REFUGIADOS (ACNUR). “Abrigos Modulares: Solução Emergencial para Desastres Naturais.” Disponível em: https://www.acnur.org/br. Acesso em: 30 maio 2024.
  • DEFESA CIVIL DO RIO GRANDE DO SUL. “Relatório de Desalojados e Desabrigados por Enchentes.” Disponível em: https://www.defesacivil.rs.gov.br. Acesso em: 30 maio 2024.
  • FUNDAÇÃO IKEA. “Projeto Better Shelter: Parceria para Abrigos Emergenciais.” Disponível em: https://www.ikeafoundation.org. Acesso em: 30 maio 2024.

Sobre marcelo barros

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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